Postado por Rafael Rodrigues
Os desastres no Enem de 2009, a começar pela falha na segurança interna da gráfica responsável pela impressão das provas, permitindo o furto de um exemplar e consequentemente a anulação do processo seletivo, e posteriormente o erro na divulgação dos gabaritos, não foram o bastante para o MEC. Após essas trapalhadas, esperava-se que o Ministério da educação tivesse tomado medidas de precaução para que esses erros não acontecessem novamente. Mas em 2010, foram inúmeras as falhas que envolveram o processo seletivo, como a inversão dos cabeçalhos dos gabaritos e erros na ordem e falta de questões em parte de um lote de provas. E no início de 2011, tivemos a continuação do desastre na educação, o Sistema de Seleção Unificada (SISU) teve problemas no site, além da lentidão, alguns alunos disseram que era possível acessar dados sigilosos de outros participantes, e até mesmo modificar a opção de curso de outros candidatos o que causou diversas dúvidas quanto à credibilidade do Enem.
Fico intrigado quando penso que, para uma prova desse porte, seria lógico que o site para a inscrição no SISU receberia um grande número de acessos, todavia só Inep e MEC não perceberam isso, pois mostraram total despreparo para lidar com esses problemas e ainda tem a pachorra de dizer à população que não houve erros graves.
Bem, os problemas que envolveram o Enem mostram total desqualificação do Ministério da Educação em conjunto com o Inep. O que me deixa entristecido, é o descaso com os jovens que tentam ingressar na universidade e, muitas vezes, veem seu sonho jogado no lixo, por incompetência de um órgão governamental. Segundo o Deputado Raimundo Gomes de Matos (CE), “os erros não podem mais continuar porque isso já passou dos limites. Quem vai recuperar os gastos dessas famílias? É preciso tratar a educação com mais seriedade. Os gestores públicos têm que ser penalizados”, afirmou. Gomes de Matos convidou o Ministro da educação Fernando Haddad para prestar esclarecimentos na câmara.
Eu passei pela tortura de 2009 e afirmo, um processo seletivo desse porte, tem que ser pensado e executado com cautela, e não na afobação com que foi realizado no mesmo ano. De repente acordei, e soube que o novo meio de seleção estava sendo aprovado, em uma época onde todos os estudantes estavam acostumados e estudando para o antigo modelo de vestibular.
Sinceramente, acho interessante a ideia do Enem, mas em um país onde a educação não é levada a sério, impera a desordem! Os processos de avaliação, a valorização dos professores de todos os níveis de ensino e a qualidade educacional têm se mostrado precárias no Brasil, e sem educação a população não evoluirá, permanecendo mergulhada em um mar de ignorância.
O Enem, custa aos cofres públicos a bagatela de 140 milhões, ou seja, um processo caro, que deveria ser mais eficaz em respeito aos estudantes e ao povo, que custeia essa prova, com seus impostos. Enfim, a pedagoga Malvina Stuttman que era professora da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UniRio), assume a presidência do Inep no lugar de Joaquim Soares Neto que, segundo o Ministério da Educação (MEC), havia pedido demissão em dezembro. Sob sua incompetente gestão, que durou apenas um ano, houve todas essas falhas. Espero que Malvina, que é pedagoga, olhe cautelosamente para o Enem, pois precisamos de um processo seletivo sério, que recrute os estudantes e realize o sonho de milhares de jovens e adultos, que sonham com uma vaga nas Universidades de todo país, pois temos uma certeza, eles não aguentam mais serem feitos de palhaços!

Não é falta de desqualificação,já passou disso é falta de respeito com o povo que os elegera futuramente.Mostra -se bom tom que infelizmente o povo brasileiro que depende de qualquer tipo de produto que venha de qualquer orgão brasileiro é uma verdadeira baderna....isso porque o elegemos,colocamos nossa vida em suas mãos...e mais triste é que todo funcionário publico não aprendeu que o seu cargo é para atendimento Público é não pessoal.
ResponderExcluirTina, acredito que seja falta de qualificação e de respeito. E concordo,a população necessita dos serviços públicos e muitas vezes é mal tratada, mas existem serviços governamentais que são bem prestados, ainda há em nosso país, órgãos que que estão de acordo com o preceito fundamental da Administração Pública, que é servir a sociedade. Abraço.
ResponderExcluir